Jeffrey Epstein pode ter deixado carta de suicídio, e documento está sob sigilo, diz jornal

O financista Jeffrey Epstein, acusado de comandar uma rede de abuso sexual, pode ter deixado uma carta de suicídio na prisão, revelou o jornal The New York Times nesta quinta-feira (30). A reportagem afirma que o documento está sob sigilo. De acordo com o The New York Times, um companheiro de cela de Epstein, Nicholas Tartaglione, encontrou um bilhete em julho de 2019, depois que o financista foi achado inconsciente na prisão, com um pano enrolado no pescoço.


À época, segundo o jornal, Epstein disse que não era suicida e acusou o companheiro de cela de atacá-lo. O financista acabou transferido e foi encontrado morto dias depois.


Tartaglione afirmou que encontrou o bilhete dentro de um livro logo após Epstein ser transferido. O detento é ex-policial e cumpre prisão perpétua por homicídio.


Em entrevistas sobre a carta, segundo o jornal, Tartaglione disse que Epstein escreveu que investigadores o apuraram por meses, mas “não encontraram nada”. O preso afirmou que entregou o bilhete ao advogado, como precaução caso Epstein voltasse a acusá-lo de agressão.


O jornal diz que o bilhete foi lacrado por um juiz federal e integra o processo criminal contra Tartaglione. A reportagem afirma que os investigadores que apuraram a morte de Epstein não tiveram acesso ao documento.


Um porta-voz do Tribunal de Nova York não quis fazer comentários sobre o documento, segundo o NYT. O Departamento de Justiça disse ao jornal que não tem conhecimento da carta.

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