De volta ao Bahia, Caio Alexandre lidera time em passes e evolui marcação com ajuda de Ceni


Desfalque contra o Flamengo, camisa 19 volta a ficar à disposição para jogo decisivo contra o Atlético Nacional, nesta quarta-feira, pela Libertadores O volante raiz tem como principal função proteger o sistema defensivo. É o chamado "cão de guarda" do time, que usa a camisa 5 e faz o jogo sujo, com faltas e lances ríspidos. O Bahia historicamente teve uma série de jogadores com essas características que marcaram época, tais como Baiaco, Lima Sergipano, Fausto, Bebeto Campos, Gregore... Siga o ge Bahia nos Canais do WhatsApp Veja quem chega e quem sai do Bahia Nas últimas temporadas, entretanto, sob a luz do futebol moderno, um primeiro volante de condução, toques refinados e que usa camisa de atacante, a número 19, mostrou que é possível conquistar a torcida de outra forma, principalmente com qualidade técnica e bom passe. O atleta em questão faz o torcedor mais saudosista relembrar de uma referência campeã brasileira em 1988: Paulo Rodrigues. Caio Alexandre integra campanha de doação de sangue pra ajudar zagueiro com leucemia Trata-se de Caio Alexandre Souza e Silva, de 26 anos, que deve voltar a ser titular do Bahia no jogo desta quarta-feira, contra o Atlético Nacional, pela quinta rodada da fase de grupos da Libertadores. Na última partida do Tricolor, na derrota por 1 a 0 diante do Flamengo, pelo Brasileirão, o meio-campista cumpriu suspensão. Caio Alexandre durante treino do Bahia Rafael Rodrigues/EC Bahia No Campeonato Brasileiro do ano passado, Caio Alexandre foi o único jogador da competição a ultrapassar a marca de dois mil passes certos, com 92% de aproveitamento, de acordo com o site Sofascore. Na atual edição da Série A, ele manteve o percentual alto, com 91% de acerto, e lidera o Bahia nesta estatística. - Eu acho que, talvez, a minha principal característica seja o passe. Eu busco muito cada vez trabalhar a minha organização de jogo. Isso que o professor pede muito. Tento municiar meus companheiros da melhor forma. Quando o primeiro passe é bom e seu companheiro tem condições de progredir na jogada, a gente tem muita facilidade de dar prosseguimento no jogo. Busco o nível de excelência, acertar os passes, acertar lançamentos - iniciou Caio em entrevista ao ge e Globo Esporte BA. Volante com características de meia, Caio é o principal responsável pela saída de bola do Tricolor. É dele a missão de pegar a bola da linha defensiva e encontrar os companheiros no campo de ataque. "Preciso oportunizar meus companheiros a fazer uma boa finalização ou boa jogada. Creio que isso tem me ajudado a crescer cada vez mais aqui dentro do Bahia". Caio Alexandre e Rogério Ceni no Bahia Letícia Martins / EC Bahia Evolução defensiva Por outro lado, o jogo defensivo não é um ponto forte de Caio. Ele reconhece a necessidade de melhora e, para isso, conta com a ajuda do técnico Rogério Ceni. - O professor tem me ajudado muito nessa questão. Desde que estou aqui, sou um Caio melhor, um Caio que defende de uma maneira correta, de uma maneira mais agressiva através do professor. Ele me pede muito e cobra muito esse detalhe, e eu também tenho me cobrado bastante porque eu acho que, para você ser um jogador jogador de altíssimo nível, você tem que estar bem em todas as valências do jogo - disse. Os números comprovam a evolução na marcação do volante. Neste Brasileirão, Caio Alexandre tem média de 1,3 interceptações (0,2 em 2024) e de 2,2 desarmes por jogo (1,6 no ano passado). - Busco aprimorar cada vez mais a minha construção e também evoluir no que cheguei aqui como uma deficiência - iniciou o meio-campista. "Então, eu consegui nesse ano trazer mais um equilíbrio defensivo, consegui competir, consegui ser mais agressivo e melhor na parte defensiva", completa Caio Alexandre em treino do Bahia Letícia Martins/EC Bahia Força do bordão Caio Alexandre chegou ao Bahia em janeiro de 2024 por R$ 24,3 milhões, em uma das contratações mais caras da história do futebol nordestino. Ao todo, o meio-campista tem 87 jogos disputados, com três gols marcados e seis assistências. Mas não são apenas as cifras e o futebol dentro de campo que fazem Caio chamar a atenção. O volante conquistou a torcida com o carisma, e um bordão já utilizado à época que defendia o Fortaleza pegou em Salvador e foi "atualizado". "É o Esquadrão, não tem jeito". - Criei isso aí no meu antigo clube. Acabou que se estendeu para cá e foi uma coisa bem bacana. O pessoal recebeu isso super bem, e hoje eu fico feliz, com crianças fazendo, com pessoas até mais velhas fazendo - iniciou Caio Alexandre. - Estou cada vez mais apaixonado pela cidade. Eu sou um cara que gosta muito de Salvador. Procuro criar identificação o mais rápido possível onde eu chego. Eu acho que é importante você aprender a cultura, aprender onde você passa a morar, e o carinho muito grande que eles me passam aqui. Isso também é fruto do meu aprendizado diário aqui na Bahia - completou. Caio Alexandre comemora com jogadores do Bahia Rafael Rodrigues / EC Bahia Em alta, Caio volta a ficar à disposição de Rogério Ceni para um jogo fundamental no briga do time por classificação na Libertadores. Mesmo com a derrota em casa para o Nacional na última rodada, o Tricolor segue na liderança do Grupo F, com sete pontos, mas viu a disputa ficar embolada. Nesta quarta-feira, a equipe encara o Atlético Nacional, às 19h (de Brasília), no Atanasio Girardot, em Medellín, para, quem sabe, sacramentar a classificação e não passar sufoco. - Você só marca o teu nome na história conquistando títulos, conquistando coisas especiais, classificações históricas. A gente busca cada vez mais criar identificação com o clube. É o sentimento que eu tenho desde que cheguei aqui. Eu quero marcar o nome na história do Bahia, e eu sei que eu preciso entregar o meu melhor, me identificar cada vez de mais com o clube e viver intensamente cada vez mais o clube como eu tenho feito - conclui Caio Alexandre. Além do meio-campista, outro atleta que está à disposição é o volante Erick, que também cumpriu suspensão na partida contra o Flamengo e pode ser escalado por Rogério Ceni.

Fonte: G1
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